EcoAmazônia 2026 reúne produtos de 13 Unidades de Conservação em Manaus
Feira promovida pelo Governo do Amazonas movimentou mais de R$ 95 mil em produtos da sociobiodiversidade e reuniu mais de 70 estandes durante a Semana do Meio Ambiente.
Entre os dias 3 e 5 de junho, o Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, foi palco da EcoAmazônia 2026, feira promovida pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). O evento celebrou a Semana do Meio Ambiente com foco em bioeconomia, inovação e sustentabilidade.
O que foi comercializado
Produtos provenientes de 13 Unidades de Conservação estaduais estiveram disponíveis ao público, somando mais de R$ 95 mil em negócios diretos. O catálogo incluiu biojoias, óleos essenciais, cosméticos naturais, alimentos regionais, doces amazônicos, artesanato, produtos florestais não madeireiros e itens da agricultura familiar.
O secretário estadual de Meio Ambiente avaliou o resultado: "O volume de negócios foi maior do que o esperado", afirmou, destacando a receptividade do público manauara aos produtos das comunidades florestais.
Programação e parceiros
A feira contou com mais de 30 horas de programação distribuídas entre painéis, palestras, oficinas, exposições e atrações culturais. Os mais de 70 estandes conectaram empreendedores comunitários diretamente ao consumidor urbano, fortalecendo cadeias produtivas locais.
A organização contou com apoio do Sebrae e do Programa Floresta em Pé, fruto de cooperação financeira entre os governos do Brasil e da Alemanha, por meio do banco KfW, e implementado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS).
Empreendedorismo comunitário em destaque
Para os produtores das Unidades de Conservação, a feira representa uma das poucas oportunidades de acesso direto ao mercado consumidor sem intermediários. Comunidades ribeirinhas e povos da floresta puderam expor e vender seus produtos, além de participar de capacitações sobre gestão, precificação e acesso a mercados.
A EcoAmazônia consolida-se como um dos principais espaços de promoção da bioeconomia no estado, integrando conservação ambiental, geração de renda e valorização dos saberes tradicionais amazônicos.
